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Biribiri
No Canadá, a empresa Biolink, patenteou rupununine, uma substância
extraída das sementes do bibiri (Octotea radioei), planta da Amazônia.
O povo Wapixana de Roraima usa esta substância como um anticoncepcional.
O laboratório Canadense espera desenvolver um produto para tratamento
de tumores e AIDS. Biolink também quer patentear cumaniol, uma
substância extraída de um veneno feito da mandioca selvagem,
usado para pesca na Amazônia. O novo produto, de acordo com a companhia
Canadense, pode ser usado para parar o coração durante cirurgias
delicadas.
Veneno da rá
Epipedobates tricolor
Os pesquisadores do laboratório Abbot, um dos gigantes no setor
farmacêutico, anunciou uma nova composição, feito
do veneno achado na pele da rã Amazônica Epipedobates
tricolor. De acordo com os cientistas, esta droga pode ser a primeira
de uma serie de analgésicos, capazes de substituir os derivados
de ópio. Mas o veneno desta rã é usado tradicionalmente
pelos povos indígenas da Amazônia. Os cientistas pegaram
- ilegalmente - 750 rãs da espécie, sem a permissão
necessária. A organização "Acción Ecologica
" de Equador requer a revogação da patente: "Esta
patente é um ato de agressão contra nossa soberania nacional
e nossa diversidade biológica."
Venezuela - pesquisas nas áreas dos Yanomami
Em 1999 o Departamento de Meio Ambiente de Venezuela assinou um contrato
com a universidade de Zurich, em que a universidade é autorizada
procurar plantas interessantes nas áreas do Yanomami. O contrato
prevê pagamentos diretos aos Yanomami. Entretanto, não foi
pedido o acordo do povo. O representante da "Organização
dos povos Indígenas do Amazonas" (ORIPA), por sua vez, rejeitou
o Tratado: "Nos afeta porque estão planejando patentear nosso
conhecimento, e não ficou claro quais benefícios vamos receber.
Este conhecimento, esta informação, são propriedades
coletivas do nosso povo, e não a propriedade de uma companhia estrangeira."
(El Nacional, Caracas, Venezuela, 26.1.1999)
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