Aos botos, mamíferos de água doce, há uma enorme variedade de representações em que aparecem como um animal encantado e capaz de lançar encantos; há boto que salva do naufrágio, há o boto que vinga do pescador que o matou, perseguindo-o quando este entra na água, há ainda a cidade dos botos, onde existe fartura de alimentos, muita alegria, música e festa. De fato, muitas estórias de botos já foram relatadas, porém vale a pena citarmos algumas particularidades destas narrativas que também são comuns no Cuniã. Tempo suficiente para desenvolverem um modo de vida adequado ao meio ambiente daquela área; reconhecerem que a mata e as águas têm seus mistérios e protetores; reconhecerem na mata as espécies vegetais que curam suas enfermidades; criarem um elenco de narrativas, de encantos e magias que na realidade é a forma simbólica de representarem o seu modo de vida; saberem o período de reprodução das espécies animais terrestres e aquáticas; criarem normas próprias de proteção ao meio ambiente e principalmente, manterem, por todos esses anos, a área com a mesma riqueza vegetal e animal. No entanto estas diversidades não podem ser desvinculada da a realidade “globalizada” que rompe os costumes de gerações e “impõe” mudanças de comportamento, consumo, de forma indiscriminada. Neste aspecto é necessário reafirmar os valores sociocultural, e que a utilização dos recursos naturais disponíveis possam garantir a sustentabilidade no presente, sem comprometer as gerações futuras. HOME | CULTURA RIBEIRINHA | QUEM SOMOS | NOSSA ESTRUTURA | NOSSO TRABALHO | FALE CONOSCO |