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Apresentação

Desde o ano 2000, o Encontro de Culturas Indígenas reúne, durante uma semana, representantes de todos os povos indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Norte de Rondônia para mostrar à sociedade não-índia toda a beleza e força de seus cantos, danças, mitos, artesanatos, culturas e modos de vida.

Neste ano de 2004, o IV Encontro de Culturas Indígenas é ainda mais importante. É o primeiro grande evento das comemorações dos cem anos de FUNDAÇÃO DE CRUZEIRO DO SUL. E nada mais significativo que essas comemorações sejam iniciadas pelos mais antigos povos do Vale do Juruá, região que possui a maior diversidade étnica do Estado.

Mais significativo ainda porque o tema do IV Encontro é POVOS RESSURGIDOS: DIVERSIDADE E RESISTENCIA, numa homenagem aquelas comunidades que vencendo um século de preconceitos estão conseguindo reafirmar suas tradições e se identificar novamente como povo. É o caso exatamente do Povo Nawa que tanto resistiu à chegada do branco no fim do século XIX que tornou Cruzeiro do Sul conhecida como a TERRA DOS NAWAS e que só muito recentemente conseguiu conquistar o reconhecimento de seus direitos numa grande vitória que não deve ser comemorada só pelos Nawa, Arara, Kontanawa e muitos outros povos que estão ressurgindo, mas por toda a sociedade acreana.

O Estado do Acre é a unidade da federação com maior diversidade biológica e étnica, 3,0% de toda a população indígena vive em território acreano, correspondendo a 14 povos indígenas, totalizando uma população de 10.205 pessoas, o que representa aproximadamente 2% do contingente populacional do Estado.

As Terras Indígenas somam uma área aproximada de 14% da extensão territorial do Estado perfazendo um total de 2.167.146 hectares, sendo que das 580 terras indígenas do Brasil, 31 localizam-se aqui.

O movimento indígena é muito expressivo tanto na esfera Estadual quanto na Federal, sendo que nas últimas décadas alcançado uma série de êxitos em suas reivindicações. Dentre as quais podemos destacar: a demarcação das terras indígenas e o conquista de uma educação diferenciada, intercultural e bilíngüe.

Pela força desse movimento e pela posição estratégica dos povos indígenas, fundada em seus conhecimentos sobre a natureza, e pela busca de um desenvolvimento sustentável, essas populações construíram, também, espaços de debate na sociedade envolvente, alcançando espaços nas instancias decisórias do Estado, Câmaras Municipais, Secretarias Estaduais e Senado Federal.

Cabe salientar que a implantação deste projeto beneficiará direta e indiretamente cerca de 15 mil pessoas pertencentes a 18 povos indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Rondônia.

O Projeto será executado pelo Governo do Estado através da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas – SEPI em parceria com as entidades da sociedade civil organizada.