Teve início na
manhã de hoje o IV Encontro de Culturas Indgenas
do Acre e Sul do Amazonas, na cidade de Cruzeiro do Sul,
extremo norte do Estado do Acre. Pela primeira vez na
história do Acre, dezoito etnias, de diferentes
aldeias ocupam uma mesma “aldeia”, buscando
um mesmo objetivo: a sobrevivência e o respeito
à sua cultura.
(para aumentar, clique as fotos)
Na abertura oficial os Kaxinawá demonstraram a
Dança do Gavião, realizada para trazer boas
energias para o Encontro. A abertura oficial contou com
a presença do secretário indígena,
Francisco Pinhanta (índio Ashaninka), do Governador
do Estado e de outras autoridades que, logo após
a Dança do Gavião, seguiram rumo ao centro
da cidade numa passeata que reuniu algo em torno de mil
pessoas e que celebrava as muitas conquistas e vitórias
alcançads pelos povos indígenas.
À tarde foi aberta a visitação orientada
que contou com a presença de algumas centenas de
estudantes e da comunidade em geral, que ainda acompanhou
as apresentações culturais do povo Nawa,
do povo Apolima-arara e do povo Kaxinawá.
O povo Apolima-arara surpreendeu a todos os que assistiam
a sua apresentação quando, inesperadamente,
trouxeram ao centro da “aldeia” um panelão
de Caiçuma (bebida alcoólica obtida através
da fermentação da mandioca ou do milho,
muito consumida nas aldeias), e ainda ofereceram aos visitantes
que aceitaram e gostaram daquele novo sabor.
O tema principal do IV Encontro de Culturas Indígenas
do Acre e Sul do Amazonas diz respeito aos povos “ressurgidos”.
Resurgidos porque há muitos anos achava-se que
os Nawa e os Apolima-arara haviam sumido, ou mesmo, sequer
existido. Numa apresentação emocionante,
os povos Apolima-arara e Nawa, dançaram e cantaram
ao som de músicas passadas de geração
para geração, cada qual com seu próprio
idioma e musicalidade.