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Cobertura diária :: Quinta feira 22/04/2004
segunda 19/04 | terça 20/04 |quarta 21/04 |quinta 22/04 |sexta 23/04

O IV Encontro de Culturas Indígenas do Acre e do Sul do Amazonas iniciou o dia 22 de abril com a apresentação de uma pajelança Kaxinawá. Na dança ritualística de cura os Kaxinawá mostraram como curam os seus doentes na aldeia, sem médico de branco, sem remédios farmaceuticos ou outras formas de cura que não as da floresta.





Cantando músicas em sua própria língua, dançando em seu próprio rítmo, os Kaxinawá emocionaram a todos com a prova de extrema riqueza cultural que emana da radição milenar da tradição indígena.
28 índios, vestidos à carater, apresentaram alguns recortes a cultura milenar do seu povo. Os Kaxinawá ficaram a noite de ontem (21/04) ensaiando. Fizeram bonito e arrancaram aplausos espontâneos de uma população que ainda não conhecia nada parecido. Mesmo com o sol forte que assolou o município de Cruzeiro do Sul durante o dia de ontem, a população cruzeirense insistiu em assistir as apresentações até o último grito indígena.
Até reporteres indos do sul do país, acostumados a grandes emoções e a situações diferentes a cada materia, emocionaram-se com a singularidade do indígena amazônida. Elizabeth Begonha, apresentadora do programa Amazônia Brasileira pela Rádio Nacional de Brasília, falou à sua equipe que nunca tinha visto nada tão emocionante. “o Acre passa a ser uma referência ao respeito às diferêncas culturais; às diferenças abstratas. Gostaria de ficar mais algum tempo para melhor conhecer este povo que tanto me emocionou”, disse Elizabeth Begonha ao se despedir no aeroporto da cidade.







Jaminawa Arara

Jaminawa Arara

Jaminawa Arara
(para aumentar, clique as fotos)

Frutas, caiçuma, brincadeiras, confraternização pelos povos Jaminawá-arara e Kaxinawá, durante toda a tarde do dia 22/4. Pela primeira vez na história dos Encontros de Culturas Indígenas, os povos ensaiaram apresentações e desenvolveram novas formas de convidar o público a participar da festa. Brancos tomaram caiçuma, cambô (vacina do sapo), comeram frutas e se sentiram irmãos...iguais, ou no mínimo, culpados.
Os Apurinã fecharam a rodada de danças na parte da tarde, decendo do palco e dançando em meio à multidão que assistia à tudo inebriada. Realmente esta é o melhor retorno que se tem: a certeza de que a semente do próximo encontro está sendo construída, plantada e que, certamente, dará frutos, dos mais bels e deliciosos.

Texto Fernando Figali

Na parte da noite um grande público prestigiou o encontro que iniciou com a participação do Povo Arara. “Estamos resgatando nossa cultura. Somos povos resistentes e resistimos por mais de quinhentos anos”, discursava uma liderança enquanto outros, no centro da arena, apontavam suas flechas em direção céu como uma forma de demonstrar sua força de vida e de resistência.
Em seguinda os povos Marubos vieram com uma dança que cultuva os pássaros amazônicos. Girando em uma grande roda com os braços abertos, os Marubos imitavam o vôo dos pássaros e reproduziam sons típicos em referência aos cantos das aves.


Katukina


Katukina


Katukina


Katukina
 

Para fechar o quarto dia de encontro, os índios Katukina vieram com mais de 30 participantes e apresentaram várias brincadeiras típicas de sua cultura, como as “fogo” e do “mamão”. Na brincadeira do mamão, o público foi convidado a participar.

::Assista o video da apresentção Katukina


Katukina


Katukina


Katukina

   

Alguns espectadores aceitaram o desafio e se integraram na brincadeira, mostrando que hoje somos cientes de que o respeito às diversidades é fundamental para a valorização e o regate das culturas dos Povos Indígnas.