Hoje foi o dia para os brasileiros falar sobre suas experiências. Onze casos foram apresentados.
Francisco de Assis Monteiro / Brazil
Geraldo Mosimann da Silva / Brazil
Carlos Durigan /Brazil
Ismael / Brazil
Para alguns grupos foi a primeira vez que apresentavam suas experiências. Um tema comum era a necessidade de eliminar intermediários de comercio quando vendendo seu produto ou artesanato. Algumas das experiências eram muito positivas como por exemplo aquela do povo indígena Ashaninka que vivem nas florestas do Estado do Acre. Eles conseguiram recuperar e restaurar 99% da floresta em sua área.
Ashaninka illustration
Benki Ashaninka and Jaqueline Vilareal / Brazil
Em outros casos, há ainda muitos desafios pela frente, como mostrou um caso de Rondônia. Neste caso, 90% da área foram desmatados. As fazendas grandes compraram as fazendas menores os fazendeiros menores tinham que se mudar para outras áreas, desmatando assim cada vez mais.
Mostrou-se, bem como em algumas das experiências africanas ocidentais, a importância das mulheres para o sucesso de um projeto. Uma ONG chamada ASSEMA é formada por quebradeiras de Babaçu (um tipo de coco). A organização possui hoje uma serie de produtos, entre eles o óleo de Babaçu que é vendido para a grande empresa estrangeira Body Shop. "Antes tínhamos o costume de nos esconder, mas agora somos orgulhosas de nosso trabalho."
Um caso do Parque Nacional de Jan mostrou que nesta área de conservação tinha sido ignorado completamente a presença de seus habitantes humanos. Um caso de Rio Grande do Sul usava estandes nos mercados para vender suas verduras, mas com uma pequena diferença: Eles venderam somente um tipo de verdura em cada estande, mas com muitas variedades diferentes. O objetivo era de mostrar a grande variedade existente.
Havia diversas perguntas após estas apresentações, muitas que destacaram a similaridade dos problemas e das soluções no mundo inteiro.
Sylvia Rodriguez
Henk Hobbelink / Brazil
A tarde assunto era direitos de propriedade intelectual. Henk Hobbelink, coordenador da ONG internacional GRAIN, deu uma visão geral sobre os acordos internacionais que tratam de direitos de propriedade intelectual.
Em seguida, Sylvia Rodriguez relatou sobre duas formas de direitos de propriedade intelectual: as patentes da organização de comércio mundial chamada TRIPS, e os direitos de cultivadores da UPOV. Em seguida houve uma discussão intensa sobre o que agricultores e ONGs poderiam fazer para lutar contra as continuas restrições do uso das sementes.